quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Montevidéu, Colônia e Buenos Aires a pé - parte 1

Claro que eu não fui de Porto Alegre a essas cidades caminhando, mas conheci muito de cada uma delas usando basicamente os pés para me locomover...

Minha mãe foi a companheira nessa viagem de oito dias pela região do Prata. Desembarcamos no Aeroporto de Carrasco, em Montevideo, por volta das 15h de segunda-feira, 10 de novembro.

A tarde estava ensolarada e quente. Depois de passar pela imigração, demos uma rápida olhada no free-shop. Depois, procuramos uma casa de câmbio, pois só tínhamos Dólares e Reais.

Primeira dica: nas corretoras do aeroporto, só troque por Pesos o necessário para o táxi até o hotel e para alguma despesa pequena, como alimentação.

Digo isso porque eles pagam pouco. Recebi 8 Pesos para cada Real, enquanto, no dia seguinte, em uma casa de câmbio no Centro, consegui quase 10 Pesos para cada Real.

O aeroporto fica afastado. A corrida de táxi até Tres Cruces, bairro do hotel em que nos hospedamos e que é próximo ao Centro, levou uns 25 minutos e custou 600 Pesos. Apesar da distância, achei caro.

E, depois, confirmei: o trajeto inverso, no dia do retorno a Porto Alegre, saiu por menos de 300 Pesos. É verdade que o táxi era comum e não do aeroporto, o que, talvez, possa explicar a diferença de valor.

Chegando ao hotel, foi só o tempo de fazer o check in, tomar um banho e já saimos para caminhar. Duas quadras, e estávamos na Boulevard General Artigas. Mais duas quadras, Plaza de la Bandera.

Ao lado da Plaza, fica um monumento em homenagem ao Papa João Paulo II (que visitou Montevideo na década de 80) e, bem em frente, o terminal rodoviário Tres Cruces, que conta com um shopping.

Quatro quadras adiante e nos deparamos com o Obelisco. Nele começa (ou termina) a Av. 18 de Julio, a principal e mais conhecida da cidade e que termina (ou começa) na Plaza Independencia.

Andamos mais ou menos até a metade da avenida. Passamos por muitos prédios antigos e históricos. Alguns são bem cuidados, outros nem tanto, o que, nesses casos, dá a impressão de uma cidade decadente.

Quem conhece Pelotas, vai entender bem o que estou dizendo. Notei essa atmosfera retrô está até em alguns produtos à mostra nas vitrines: tive a impressão de que eles estavam ali há décadas!

Não foram poucas as vezes que vi expostos, à venda, jarras, copos e outros utensílios domésticos que minha vó paterna tinha quando eu era criança e que, naquela época, já não eram exatamente uma novidade.

Anoitecia, e resolvemos voltar para o hotel. A pé. Nesta primeira noite na capital uruguaia, jantamos no shopping Tres Cruces, aquele que fica no terminal rodoviário. Dois pedaços de pizza com refrigerante: 208 Pesos.

No dia seguinte, nossas andanças começaram pelas 11h. O objetivo era o fim (ou início) da Av. 18 de Julio: Plaza Independencia e o bairro Ciudad Vieja, onde, entre tantas atrações, fica o Mercado del Puerto.



Refizemos o caminho da tarde anterior, mas pelo outro lado da avenida, almoçamos um entrecot com batatas fritas e refrigerante (250 Pesos), assistindo a um casal dançar tango na calçada e seguimos em frente.

Passamos pela Plaza de los 33, Monumento al Gaucho, Plaza Cagancha com sua Estatúa de la Liberdad até que chegamos à Plaza Independencia.




Bem no meio, está um monumento a Artigas, que também é um mausoléu. No entorno da Plaza, estão o Palacio Salvo, La puerta de la ciudadela (que estava em obras, com tapumes) e o Teatro Solís.



Da Plaza em direção ao Rio da Prata, fica a Ciudad Vieja. Minha mãe perguntou: "Mais velha???". Hehehe. Pois é, mas foi o bairro de Montevideo de que mais gostei.

Construções de época, arquitetura de encher os olhos, cafés, feirinhas, arte... E a Catedral Metropolitana, na Plaza Matriz. Segunda dica: não deixe de entrar nas igrejas, principalmente nas catedrais. São lindas!

Mais um pouco e chegamos ao Mercado del Puerto. Bem cuidado, com policiamento e lotado de restaurantes. Como já tínhamos almoçado, comemos a sobremesa!


A mãe pediu um crepe de doce de leite, e eu, uma panqueca de maça caramelada no La Dolce Vita. Impossível dizer qual o melhor. De comer ajoelhado. 250 Pesos as duas (carinhas, mas valeram cada Peso!).

Iniciamos a caminhada de volta, passando por outras ruas da Ciudad Vieja. Vimos o prédio do Banco de la Republica, algumas mansões... Janta no La Pasiva (2 hamburguers, refri e sobremesa, 170 Pesos).

Quarta-feira, 13 de novembro. Acordamos cedo, era o dia de viajar a Colonia, onde passearíamos e, depois, pegaríamos o Buquebus para atravessar o Rio da Prata e descer em Buenos Aires.

Tomamos café no hotel. Uma delícia! Comi uma salada de frutas, sanduíche e medias lunas! A mãe comeu um pouquinho mais... Como a estação rodoviária fica do lado do hotel, fomos a pé.

O ônibus partiu pontualmente às 10h. As estradas são muito parecidas com a nossa Free-Way (RS). Desembarcamos em Colonia por volta de 12h30. Ah, as duas passagens custaram 150 Pesos.

Na rodoviária, solicitamos o serviço de locker, para deixar a bagagem, mas estava lotado! O funcionário, super atencioso, nos ofereceu a sala da administração para guardar as malas.

Ficamos receosos, claro, mas como mais gente aceitou, acabamos fazendo o mesmo. Até porque, com o calor que fazia, não aguentaríamos andar com mochilas nas costas.

Colonia é uma graça de cidade. Antiguíssima (Patrimônio Histórico da Humanidade - Unesco), mas preservada, limpa, com vida! Casario histórico, comércio, bares e restaurantes, muitos turistas... Adoramos!



Como é pequena, conhecemos praticamente tudo. Caminhando, claro! Ah, terceira dica: prefira ir no outono ou inverno às cidades que visitamos. O calor é muito intenso!

Mas nós não nos dávamos por vencidos. Parávamos para descansar sob uma sombra, bebíamos água (sempre tenha uma garrafinha, ainda mais nesta época do ano) e continuávamos.

No finzinho da tarde, retornamos à rodoviária, pegamos nossa bagagem e fomos para o porto fazer o check in no Buquebus. O processo é como em um aeroporto, com imigração e tudo.

Depois de ter andado de avião pela primeira vez há dois dias, agora a mãe (hidrofóbica ao extremo) se via estreiando em um navio.

Mas ele desliza tão suave que nem sentimos quando ele zarpou. Só vimos que estávamos em movimento porque o porto começou a ficar distante, hehehe. Dentro de uma hora, estaríamos em Buenos Aires. A expectativa era enorme.

P.S.: Esse texto é dedicado ao André Almeida, o Alf, meu leitor mais assíduo!!!




sábado, 12 de julho de 2008

Majestosa decepção

Cada vez que vou ao Rio, levo uma listinha de lugares para visitar. Na última viagem que fiz para lá, decidi conhecer a Quinta da Boa Vista, residência da família imperial no passado e hoje Museu Nacional.

Como estava hospedado na casa de um amigo, que, apesar de morar no Rio, nunca tinha ido ao local, combinamos de ir juntos. Reservamos uma manhã para o passeio: queríamos entrar em cada ambiente, ver de perto móveis, objetos, roupas e fotos da família real.

Imaginar todos aqueles personagens estudados nas aulas de história circulando pela imponente construção no bairro de São Cristóvão.Lá fomos nós. Atravessamos a cidade: da Barra da Tijuca, na zona oeste, até a zona norte.

Uns 40 minutos, com trânsito fluido. Pelas ruas do bairro já dá para avistar o palácio, no alto de uma colina. Estacionamos e subimos em direção à entrada. Nada de guias, folhetos. A fachada, em manutenção, estava escondida por tapumes.

Tudo bem, a foto vai ficar prejudicada, mas lá dentro deve ter muito para ver, comentamos. Compramos os ingressos na bilheteria, que fica no saguão do palácio e onde não vimos nada que lembrasse a corte. Só um grande meteorito.

Bom, mas estávamos só na entrada, pensei. Fomos ao salão da direita, mais pedras espaciais e cartazes com explicações sobre elas. No da esquerda, outros materiais arqueológicos. Deve estar tudo no andar de cima, disse eu.

Passamos por um pátio interno, subimos as escadarias e, entrando no salão, encontramos mais arqueologia, esqueletos de dinossauros, múmias, peças de artesanato.Na sala do trono, em que dom João VI recebia os súditos para o beija-mão, armários com vestimentas indígenas e uma exposição sobre a filha do sanitarista Adolfo Lutz. Não era possível! Como assim? Onde está o passado, me perguntei.

A um funcionário do museu, questionei: "Como passamos para o outro lado, as outras peças do palácio?". A área de visitação é essa, respondeu ele, para minha decepção. Saímos na mesma hora.

Demos uma rápida volta pelo jardim um tanto abandonado. Tiramos duas fotos com o palácio ao fundo, mascarado por aquelas horríveis redes e andaimes e fomos embora, incrédulos.Nenhum vestígio da história da família real e, justamente, no ano do bicentenário da chegada dos Bragança ao Brasil.

Na volta a Porto Alegre, dias depois, peguei para ler o livro 1808, do jornalista Laurentino Gomes, sobre a vinda da corte portuguesa para o país. Logo na abertura, olhem o que leio:"(...) este é um dos museus mais estranhos do Brasil. Seu acervo reúne, além do meteorito (encontrado em 1784, no sertão baiano), aves e animais empalhados e vestimentas de tribos indígenas abrigadas em caixas de vidro que lembram vitrinas de lojas das cidades do interior.(...) Ali (no Palácio de São Cristóvão) viveu e reinou o único soberano a colocar os pés em terras americanas em quatro séculos. (...) Nenhuma placa indica onde eram os dormitórios, a cozinha, as cavalariças e as demais dependências usadas pela família real. É como se nesse local, a História tivesse sido apagada de propósito.

"Por que não comecei a leitura uns dias antes?!

Este texto foi publicano na coluna "Histórias de Viagem", do Caderno Viagem, do jornal Zero Hora

domingo, 15 de junho de 2008

Histórias de Viagem

Foz do Iguaçu, segunda-feira, 21 de abril, 15h. Minha prima e eu deixamos o hostel em que nos hospedamos no feriadão com destino à rodoviária da cidade onde, às 16h15, embarcaríamos para Cascavel e, de lá, para Porto Alegre, às 20h.

Reparem que resolvemos sair do hostel mais de uma hora antes do horário do ônibus para evitar qualquer imprevisto. Afinal, tínhamos que estar em Porto Alegre no dia seguinte de qualquer maneira: ela para estudar, e eu para trabalhar.

Chegamos à rodoviária de Foz do Iguaçu por volta das 15h30, com toda a tranqüilidade. Às 16h30, com atraso de 15 minutos, o ônibus, de uma empresa diferente da que faria o trecho Cascavel-Porto Alegre, partiu.

No embarque, expliquei ao motorista que precisávamos chegar a Cascavel antes das 20h e perguntei se daria tempo (apenas um desencargo de consciência, pois, no dia 19, quando fizemos a viagem Porto Alegre-Cascavel-Foz do Iguaçu, levamos duas horas de Cascavel a Foz do Iguaçu).

Gelei quando ele me disse que a estrada estava movimentada e que demoraríamos umas três horas para chegar a Cascavel. E teria congelado se ele tivesse me dito o que minha prima e eu descobriríamos só depois: o ônibus era pinga-pinga!

Eu não agüentava mais parar em rodoviárias, esperar passageiros desembarcarem e pegar as malas ou guardarem as malas e embarcar. Fora as tranqueiras por causa de uma série de acidentes e de duas praças de pedágio.

Minha ansiedade era tanta que devorei um pacote de balas inteirinho... Quando eram 19h45 e vi que ainda faltava pelo menos uma meia-hora para chegarmos a Cascavel, liguei para a empresa de transporte. Respirei mais aliviado quando me informaram que havia um ônibus-extra para Porto Alegre às 20h15 e que poderíamos voltar nele!

Grudei os olhos no relógio... Tinha esperanças, porque, a estimativa era desembarcarmos em Cascavel em torno de 20h15, e, se o ônibus para Porto Alegre atrasasse uns 15 minutos para sair, conseguiríamos embarcar. Ledo engano...

Mais congestionamentos, e 20h45 quando nosso ônibus estacionou na rodoviária de Cascavel. Bom, combinei com minha prima que ela desceria correndo e veria se, por algum milagre, o ônibus para Porto Alegre ainda estava lá, enquanto eu pegava as bagagens.

- Saiu faz uns dez minutos, disse ela... Mas tem um, de outra empresa, que sai às 21h, só que está na garagem e temos que pegar um táxi até lá! – Tudo bem, gritei eu!!!

Corremos até o guichê e compramos os bilhetes. Pegamos o táxi e não é que, dois minutos depois, na saída da rodoviária para a avenida o motorista bate o carro numa caminhonete do Exército?!?

Minha prima e eu nos olhamos e não acreditamos que aquilo estava acontecendo! – Moço, sentimos muito, mas estamos atrasados, foi só o que deu para falar e pulamos do táxi com as malas, saímos correndo e entramos em outro veículo.

A essa altura, já estávamos morrendo de tanto rir. Era tão trágico que estava engraçado... Paramos com o táxi no portão da garagem da empresa, o ônibus só esperava pela gente. Os passageiros lá dentro, não muito satisfeitos. Entramos sem olhar para ninguém, fomos direto para nossos lugares e chegamos sãos e salvos, a tempo em Porto Alegre, na manhã seguinte. Coisas de viajantes!!!

Este texto foi publicado na coluna Histórias de Viagem, do jornal Zero Hora

terça-feira, 13 de maio de 2008

PORTO ALEGRE ENTRE PREFERIDAS PARA EVENTOS INTERNACIONAIS


A informação é da International Congress and Convention Association. Segundo a ICCA, Porto Alegre está em 135º lugar no ranking mundial das cidades que mais receberam eventos em 2007. Foram 10.


A capital gaúcha figura ao lado de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Ouro Preto e Campinas. O Brasil conquistou o 8º lugar no ranking geral de países.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

CONTAGEM REGRESSIVA PARA A PRÓXIMA FEIARTE


Já estou contando os dias para o retorno da Feiarte a Porto Alegre, no ano que vem. A edição deste ano terminou domingo (11). Minha amiga Letícia e eu fomos no último dia, nas últimas horas! Mas conseguimos percorrer todos os estandes.


Quem me conhece sabe que eu sou louco por artesanato. Às vezes, nem tanto pelo resultado, mas pela técnica complexa, criativa, inusitada; pelos materiais diferentes, alternativos. Para mim, artesanato, mais que o retrato de uma cultura é um exemplo de criatividade. E beleza!


O que são as luminárias turcas, um mosaico de vidros coloridos e ouro! As sedas árabes! As mantas indianas! As tecelagens em lã peruanas e as cerâmicas! Os trabalhos em madeira da Indonésia! As figuras longelíneas e as pinturas africanas... É o mundo num único lugar a R$ 7 a entrada.


Algumas peças são acessíveis. Outras, bem caras! Eu só comprei uma tiarinha peruana para minha prima. A Letícia, umas echarpes e um casaco para o Luca, o filho dela! Confesso que nos seguramos para não gastar! Mas visitar a Expoarte é obrigatório. Praticamente uma viagem!
Mais informações: www.feiarters.com.br

sábado, 3 de maio de 2008

TRÊS ESTADOS EM TRÊS DIAS VIAJANDO DE CARRO, BARCO, ÔNIBUS, TREM E AVIÃO

Aproveitando que São Francisco do Sul, no litoral catarinense, marcou presença no noticiário nacional nas últimas semanas por causa das buscas a um padre paranaense que desapareceu na região, resolvi contar como foi que conheci a cidade.

Foi durante o Carnaval. Poucos dias antes da festa, meu amigo Pedro me telefonou e perguntou o que eu pretendia fazer no Carnaval. Respondi que não tinha programação, e ele, que estava de mudança para o Rio de Janeiro e queria levar o carro, me convidou para ir junto até a cidade maravilhosa.

Claro que a tentação foi enorme, ainda mais para um apaixonado pelo Rio como eu. Mas, como eu só tinha folga de sexta a domingo, disse que ia até uma parte do caminho com ele. Acabamos definindo um roteiro: Porto Alegre - São Francisco do Sul/SC - Ilha do Mel/PR. Do Paraná, eu voltaria, e ele seguiria a viagem. Fechado!

Saímos sexta de manhã de Porto Alegre. Chovia muito em toda a região sul. Em Santa Catarina, o mau tempo provocou o bloqueio do trânsito da BR-101, ou seja, ficaríamos parados na estrada ao chegar ao Estado vizinho. Decidimos então ir pela serra gaúcha, por Vacaria. Lá fomos nós subir da serra.

Lá do alto, começamos a descer a serra até Lages, em Santa Catarina, onde paramos para almoçar. A estrada até a cidade é inacreditavelmente linda! Depois de comermos uma comidinha caseira em um restaurante no centro, seguimos pela rodovia que nos deixaria na BR-101 pouco antes de Florianópolis. Como a BR-101 estava bloqueada antes da capital, não pegamos tranqueira e seguimos tranqüilamente até São Francisco do Sul, que fica bem pertinho de Joinville.

Chegamos à cidade já de noite, depois de umas dez horas de viagem, sem hotel reservado. Mas conseguimos um quarto no Zibamba. O problema é que eles só estavam aceitando hóspedes dispostos a pagar um pacote de 4 dias, em função do Carnaval, e nós só queríamos ficar uma noite, pois, no dia seguinte, seguiríamos viagem. Negociamos e conseguimos um pernoite só! Saiu por R$ 70 para cada um.

Nos instalamos e fomos dar uma volta na terceira cidade mais antiga do Brasil. Tudo é uma graça em São Chico, como é carinhosamente chamada. Ladeiras e ruas calçadas com pedras, casario antigo, a maioria em estilo barroco e neoclássico e Carnaval de Rua! Jantamos vendo os blocos passarem!

Ficamos mais um pouco pela rua e fomos para o hotel. No dia seguinte, visitamos as prainhas e pegamos o rumo do Paraná. Foram mais umas três horas até Paranaguá, onde também não tínhamos reserva de hotel e tivemos que fazer outra negociação, bem sucedida. Nos acomodamos e fomos dar uma volta no centro. Paranaguá também é uma cidade antiga e portuária. Mas não tão preservada quanto São Chico.

Almoçamos e pegamos uma barca até a Ilha do Mel. A viagem dura quase uma hora e meia e a passagem custa R$ 10. Descemos na ilha por volta das 17h (aconselho quem puder a pegar as barcas da manhã, para aproveitar mais o dia). Foi bom ter feito a reserva no hotel em Paranaguá, pois na ilha não tinha mais onde se hospedar. A última barca de volta era às 20h, mas para Pontal do Paraná, que fica a uma hora de Paranaguá. Tudo bem!

Passeamos pela ilha, tomamos sorvete e suco, mergulhamos, tiramos fotos, compramos artesanato e pegamos a barca das 20h. Até Pontal do Paraná é mais rápida a viagem: meia-hora. Chegamos e ficamos esperando o ônibus para Paranaguá comendo pastéis em um botequinho.

O ônibus parou às 21h30 e desembarcamos em Paranaguá às 23h. Estávamos cansados e fomos para o hotel, embora eu quisesse ficar um pouquinho pelo centro para ver o Carnaval, também de rua. No dia seguinte, o Pedro seguiu para o Rio e eu fiquei na cidade para, às 14h pegar o trem até Curitiba. Sim, dá para ir de trem! A passagem executiva é R$ 35. A ferrovia começou a ser construída na época do império!

São três horas e meia subindo a serra do mar! A paisagem é de tirar o fôlego! Túneis, pontes e cidades históricas pelo caminho. Numa das estações, comprei banana chip! Sim! Banana verde cortada bem fininha (chip), frita e com sal! Igual batata!!! Cheguei a Curitiba, peguei um táxi para o aeroporto e embarquei de volta a Porto Alegre às 20h! No dia seguinte, lá estava eu trabalhando!
Mais informações:

sábado, 26 de abril de 2008

FERIADÃO EM FOZ DO IGUAÇU POR MENOS DE R$ 500


Para quem não está podendo abrir a mão para viajar, mas, ao mesmo tempo, não abre mão de um passeio, ainda mais com um feriado pela frente, uma opção econômica pode ser uma ida a Foz do Iguaçu, no Paraná. Eu estive lá no feriadão de Tiradentes.

Claro que, para não gastar muito, o viajante tem que estar disposto a dispensar alguns “confortos”, como hotel e avião. É que, de Porto Alegre, a passagem de ônibus até Foz do Iguaçu sai a partir de R$ 85 (com “conexão” em Cascavel) e a diária em um hostel (albergue) de R$ 24 (dormitório para 4 pessoas) a R$ 65 (quarto para duas pessoas).

O ônibus é executivo, com banheiro e água mineral. O hostel oferece café-da-manhã e serviço de quarto, só não tem frigobar e tv no dormitório, mas, são justamente os diversos espaços de convivência que favorecem a integração entre os hóspedes, de todos os cantos do mundo.

Brasileiros, norte-americanos, alemães, franceses e até japoneses acabam fazendo amizade e saem juntos para os passeios como a visita às cataratas. Eu, por exemplo, fui com norte-americanos, uma colombiana e duas cariocas. Reserve um bom espaço na câmera para tirar muitas fotos. A natureza é inacreditável! A entrada, para brasileiros, custa R$ 13, e a passagem do ônibus que leva até o Parque Nacional do Iguaçu é R$ 2,10.

Essa, aliás, é a tarifa das linhas que circulam pela cidade e, como são integradas, é possível se deslocar por vários bairros pagando apenas uma passagem. Como o transporte, a alimentação também é acessível em Foz do Iguaçu. Tem rodízio de pizza, dos bons, a R$ 10. Nas dezenas de restaurantes árabes, é possível comer o shawarma, um sanduíche muito popular nos países árabes e na Grécia. É uma espécie de Beirute enrolado. Com bebida, sai por menos de R$ 10.

E por falar em árabes, meus "brimos", é comum ver as mulheres com o hijab (o “lenço muçulmano) circulando pelas ruas e shoppings, passeando, fazendo compras e dirigindo os carros. Em Foz do Iguaçu existe uma bela mesquita aberta à visitação. Para quem gosta de conhecer locais religiosos, tem ainda o templo budista.

Antes de ir embora, não dá para deixar de dar um pulinho no Paraguai e fazer umas compras em Ciudad del Este. Tem como ir de ônibus de linha, a R$ 2,75. No país vizinho tem de tudo, absolutamente tudo. Mas só se pode voltar com compras que não somem mais de US$ 300. Eu como comprei só uma mochila e um relógio...
No Paraguai, dificilmente é exigido documento de identidade para entrar. Já na Argentina, em Puerto Iguazu, só entra com RG ou Passaporte. A Carteira Nacional de Habilitação não vale e o turista é barrado.



Mais informações:

www.paudimarfalls.com.br (albergue)
www.eucatur.com.br (transporte Poa-Cascavel)
www.princesadoscampos.com.br (transporte Cascavel-Foz)
www.fozdoiguacu.pr.gov.br (informações sobre a cidade)