Aproveitando que São Francisco do Sul, no litoral catarinense, marcou presença no noticiário nacional nas últimas semanas por causa das buscas a um padre paranaense que desapareceu na região, resolvi contar como foi que conheci a cidade.Foi durante o Carnaval. Poucos dias antes da festa, meu amigo Pedro me telefonou e perguntou o que eu pretendia fazer no Carnaval. Respondi que não tinha programação, e ele, que estava de mudança para o Rio de Janeiro e queria levar o carro, me convidou para ir junto até a cidade maravilhosa.
Claro que a tentação foi enorme, ainda mais para um apaixonado pelo Rio como eu. Mas, como eu só tinha folga de sexta a domingo, disse que ia até uma parte do caminho com ele. Acabamos definindo um roteiro: Porto Alegre - São Francisco do Sul/SC - Ilha do Mel/PR. Do Paraná, eu voltaria, e ele seguiria a viagem. Fechado!
Saímos sexta de manhã de Porto Alegre. Chovia muito em toda a região sul. Em Santa Catarina, o mau tempo provocou o bloqueio do trânsito da BR-101, ou seja, ficaríamos parados na estrada ao chegar ao Estado vizinho. Decidimos então ir pela serra gaúcha, por Vacaria. Lá fomos nós subir da serra.
Lá do alto, começamos a descer a serra até Lages, em Santa Catarina, onde paramos para almoçar. A estrada até a cidade é inacreditavelmente linda! Depois de comermos uma comidinha caseira em um restaurante no centro, seguimos pela rodovia que nos deixaria na BR-101 pouco antes de Florianópolis. Como a BR-101 estava bloqueada antes da capital, não pegamos tranqueira e seguimos tranqüilamente até São Francisco do Sul, que fica bem pertinho de Joinville.
Chegamos à cidade já de noite, depois de umas dez horas de viagem, sem hotel reservado. Mas conseguimos um quarto no Zibamba. O problema é que eles só estavam aceitando hóspedes dispostos a pagar um pacote de 4 dias, em função do Carnaval, e nós só queríamos ficar uma noite, pois, no dia seguinte, seguiríamos viagem. Negociamos e conseguimos um pernoite só! Saiu por R$ 70 para cada um.
Nos instalamos e fomos dar uma volta na terceira cidade mais antiga do Brasil. Tudo é uma graça em São Chico, como é carinhosamente chamada. Ladeiras e ruas calçadas com pedras, casario antigo, a maioria em estilo barroco e neoclássico e Carnaval de Rua! Jantamos vendo os blocos passarem!
Ficamos mais um pouco pela rua e fomos para o hotel. No dia seguinte, visitamos as prainhas e pegamos o rumo do Paraná. Foram mais umas três horas até Paranaguá, onde também não tínhamos reserva de hotel e tivemos que fazer outra negociação, bem sucedida. Nos acomodamos e fomos dar uma volta no centro. Paranaguá também é uma cidade antiga e portuária. Mas não tão preservada quanto São Chico.
Almoçamos e pegamos uma barca até a Ilha do M
Passeamos pela ilha, tomamos sorvete e suco, mergulhamos, tiramos fotos, compramos artesanato e pegamos a barca das 20h. Até Pontal do Paraná é mais rápida a viagem: meia-hora. Chegamos e ficamos esperando o ônibus para Paranaguá comendo pastéis em um botequinho.
O ônibus parou às 21h30 e desembarcamos em Paranaguá às 23h. Estávamos cansados e fomos para o hotel, embora eu quisesse ficar um pouquinho pelo centro para ver o Carnaval, também de rua. No dia seguinte, o Pedro seguiu para o Rio e eu fiquei na cidade para, às 14h pegar o trem até Curitiba. Sim, dá para ir de trem! A passagem executiva é R$ 35. A ferrovia começou a ser construída na época do império!
São três horas e meia subindo a serra do mar! A paisagem é de tirar o
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